sábado, 9 de fevereiro de 2008

Pela Libertação de Mucuri das garras da corrupção!


Um Mucuriense na Luta pela soberania de Mucuri


Caros moradores da cidade de Mucuri, eu sou Gecivaldo Maciel de Oliveira, mais conhecido como “Gelson da Padaria”, trabalhador, casado, pai de três filhas. Venho pronunciar-me sobre algo de suma importância que envolve a qualidade de vida de nosso povo.


Estamos a um ano da próxima eleição e fica uma interrogação sobre a mente de cada cidadão mucuriense; O que acontecerá com o futuro de nossa gente?
Moro neste município há aproximadamente vinte anos. Desde que aqui cheguei sempre sonhei por dias melhores para o povo tão sofrido desta terra.


Sou um pequeno comerciante no ramo de padaria, Trabalhando com honestidade, dedicação e transparência ao longo desses anos, adquiri muitos amigos no atendimento e amizades verdadeiras, pois o povo de Mucuri tem um coração bom, é um povo digno e assim como eu, trabalhador, e a minha indignação maior é ver a minha cidade destruída por pessoas que em todas as eleições vêm com o mesmo discurso mentiroso, falacioso, apenas para ganhar o voto e depois virar as costas para as necessidades do povo de Mucuri.


Com tantos problemas que existem neste município, estamos precisando de pessoas compromissadas com a verdade, ética, honestidade e muita prudência na aplicação dos recursos públicos. Mucuri tem que ter pessoas que governem para o povo e não para beneficiar quem tem dinheiro. Os jovens de Mucuri precisam de oportunidade de trabalho e assim poder sonhar com um futuro melhor e poder dar orgulho aos seus pais. Mucuri precisa de pessoas que respeitem o povo, respeitem a cidade, pois a cidade pertence aos mucurienses e não aos governantes que nada fazem pra melhorar as condições de vida do povo de Mucuri.


Tenho certeza que possuo estas características. Não sou um homem rico financeiramente, mas me considero realizado com tudo que Deus me proporcionou.
Preocupado com tantas turbulências estou me colocando à luta juntamente com dezenas de companheiros dignos, honrados e honestos da cidade de Mucuri, pessoas essas que eu tenho orgulho, pois são filhos da terra e amam essa terra e por isso me sinto a vontade de colocar-me a disposição para mudar o cenário covarde que foi implantado na nossa cidade por esses que hoje estão aí no poder.


Estou no (P-SOL) Partido Socialismo e Liberdade ao qual tem uma das pessoas mais honradas da política e da luta nesse país que a ex-senadora e recém candidata a presidência da Republica Heloísa Helena. O partido irá sair com vários candidatos nas eleições de 2008, pessoas honesta, comprometidas com o povo e por mudanças, pois esses companheiros têm consciência de que Mucuri pertence ao mucurienses e não aos políticos corruptos. O meu nome também será apreciado pela população de Mucuri ao qual eu tenho muito amor e carinho de filho da terra e de quem não se corrompi e não se vende.


Saudações Socialistas
Mucuri - Bahia.
25-12-2007.
Gecivaldo Maciel (Gelson da Padaria)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Jacques Wagner Malvadeza, o novo estilo coronelzinho!

Jacques Wagner Malvadeza, o novo estilo coronelzinho!

Após anos e anos o ex-sindicalista e Petista Jacques Wagner, conseguiu chegar ao palácio de Ondina, com direito a vista pro mar e jardim zoológico.

Muitos trabalhadores, estudantes, jovens que acreditaram nas promessas de mudança social e econômica que o PT prometeu realizar chegando ao “poder” viu todas as suas esperanças naufragar em mar revolto e hostil, cujo medíocre “Comandante” não teve a mínima honestidade moral e política de realizar os compromissos assumidos durante sua campanha, dando assim continuidade a mesma política Carlista e com uma dosagem muito maior de exploração ao povo trabalhador e submissão aos grandes grupos econômicos do estado da Bahia. Mas como podia ele realizar as mudanças necessárias para melhorar as condições de vida do povo trabalhador, romper com o modelo sócio - político e econômico se o PT baiano, deu continuidade ao mesmo atrelamento descarado que o antigo (PFL) hoje (Dem) tinham e que o mesmo PT outrora condenava e hoje prosseguem a mesma política? Não se pode governar com os grandes grupos econômicos, empresários e banqueiros e realizar os compromissos com a classe trabalhadora e com o povo, cujos interesses são antagônicos, e o PT segui como um rolo compressor, traindo o povo e as esperanças de milhões, pois o PT mais do que ninguém sabia que era impossível e é impossível governar para o povo trabalhar havendo submissão total ao capital.

Jacques Wagner Malvadeza, não só deu continuidade a política carlista, como também seguiu a majestade barbuda, o Ex- companheiro Lula e hoje Presidente da republica, que deu um giro a direita e uma rasteira covarde em todos aqueles que foram as ruas pedir votos, acreditando no processo eleitoral e nas promessas de campanha, mas tudo não passou de traição, não passou de mais uma desilusão promovida pelo falecido Ex-Partido dos Trabalhadores e hoje Partido dos Traidores, o (PT).

Desrespeito com os docentes do estado, promovendo perseguições ferrenhas com aos professores que entraram em greve por melhores salários, por uma melhor estrutura física das escolas, melhorias nas condições de trabalho. O ex-sindicalista chegou ao ponto de persegui professores, entrar na justiça contra o direito de greve, cortar salários dos professores com menos de vinte dias de greve, ameaças veladas a diretores das escolas. Um quadro parecido com o período da era ACM, Paulo Souto, César Borges, só que em um grau mais avançado, pois Jacques Wagner Malvadeza, conhecendo o movimento como um ex-sindicalista, utilizou de métodos covardes e inimagináveis vindo de uma pessoa que outrora defendia o direito de greve e hoje condena o direito de greve, persegui professores, sucate-ia a escola publica para abrir mercado para as escolas particulares e promover a tranqüilidade e estabilidade financeira da burguesia baiana.

Um carlista, vestido de esquerda que utilizou as bandeiras da classe trabalhadora, promessas que contemplavam em parte o povo trabalhador e ao chegar ao “poder” trai o povo que o elegeu na esperança de mudanças reais das condições de vida.

Na omissão escandalosa e na cooperação a base do PT baiano que conta com o apoio incondicional da cúpula do PT nacional que também conta o eterno parceiro PCDOB que às vezes lati, lati, contra a política do PT, mas não larga o osso e se submete aos mandos e desmandos do Jacques Wagner Malvadeza, e se não faltasse mais nada para desgraçar essa feijoada de siglas, o PMDB e seu cacique de cara de bolacha de coco, transita pelo palácio de Ondina, dando diretrizes ao governo do estado, numa verdadeira perda de identidade do PT e uma demonstração de falta de autoridade política do senhor Jacques Wagner Malvadeza. O PCDOB que lati, lati e ameaça lançar candidatura própria e não apóia a reeleição do Prefeito de Salvador, João Henrique Paralisado do PMDB, é ameaçado constantemente pelo cacique Geddel de tomar os cargos que o PCDOB detém na prefeitura de Salvador e no Estado.
A base da juventude do PT já se encontra em um estado de decomposição, a base da juventude do PCDOB, hoje despolítizada tendenciosamente pelos “doutores dragões” da UJS, não cheira e nem fede, alias fede sim, fede a uma política de interesses próprios e subserviente aos interesses do capital, haja visto a traição que fizerem com toda classe estudantil no episódio do Salvador Card. O povo não digere mais as falsas promessas proferidas pela trupe petista e pelo cacique do PMDB Geddel, que utiliza do ministério com barganha política e joga peso na sua futura candidatura a governador do estado em 2010, com o apoio do PT.


O P-SOL tem espaço muito grande para crescer no estado da Bahia, temos que estimular a nossa militância para ir as ruas organizar as lutas ao lado do povo trabalhador, se mostrar como um partido de oposição ferrenha ao Governo do Estado, ao Governo João Henrique, ao Cacique Geddel e todos que defendem essa política que só explora o povo trabalhador e suga do estado a riqueza do povo baiano e transfere para a senhora corrupção e aos senhores burgueses do estado. O P-SOL tem a obrigação moral e política de estar na linha de frente contra os antigos Carlistas do (Dem) e novos Carlista do PT no estado da Bahia. Esse é um dos papeis do P-SOL, desmascarar a farsa do PT, PMDB, PSB, PPS, PR, PP, PL, PTC, PSDC, DEM, PCDOB, PTN, e tantos outros que contribuem para a exploração do povo trabalhador no estado da Bahia através das suas políticas neoliberais.

O P-SOL é uma realidade hoje e uma realidade que todos eles temem.

Ronaldo Santos
Executiva Estadual do P-SOL Bahia.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

A Luta em Defesa do Velho Chico

Brasil - Bahia
Nota de Ronaldo Santos, sobre a sua ida à Sobradinho
A luta em defesa do velho Chico

Entre as datas de 10 a 12 de dezembro eu estive presente na pequena cidade de Sobradinho ao Lado do Frei Cappio, apoiando a luta do Frei juntamente com centenas de companheiros que foram até a cidade apoiar a luta e levar a sua Solidariedade e de muitos que enviavam o seu apoio à resistência e luta do Frei Cappio. O Frei já dá sinais de exaustão física, mas a sua fé, a sua força, a sua determinação é maior do que o seu cansaço e a sua exaustão.

Desde o dia 27 de novembro, o Frei Luiz Cappio encontra-se em greve de fome pela paralisação das obras de transposição do Rio São Francisco. Com o Frei centenas de apoiadores, movimentos sociais, artistas, peregrinos, estudantes, trabalhadores se concentram na pequena Vila de São Francisco na cidade de Sobradinho, localizada no norte do estado da Bahia.

Frei Luiz Cappio voltou a fazer greve de fome após a traição do governo Lula em descumprir um acordo feito publicamente em 2006 de paralisar as obras da transposição e de promover debates amplos na sociedade, mas isso não aconteceu e o governo Lula (PT) mais uma vez atendendo aos interesses do capital financeiros, retomou as obras do projeto de transposição do velho Chico, assumindo descaradamente para quem ele governa; para os banqueiros, para os grandes latifúndios, para as grandes empreiteiras, para os grandes grupos econômicos que financiaram as campanhas eleitorais do PT e seus aliados e agora eles dão o “cheque” de volta, e esse “cheque” é a entrega, a privatização mascarada do Rio São Francisco para o latifúndio.

São centenas de pessoas que chegam diariamente para se solidariza com frei Cappio e apoiar a causa nobre com que o bispo agarrou e segui em frente numa luta que emociona e sensibiliza a todos a sua volta.

Por dia são diversas mensagens de apoios e solidariedade que o Bispo recebe apoios de amplos setores e movimentos sociais, artistas, Movimentos dos sem Terra, Movimentos dos sem Teto, CPT, Coluntas, PSOL, PSTU que estão apoiando a luta contra a transposição nacionalmente.

A mídia mais uma vez não divulga as manifestações e movimentações que ocorrem diariamente contra a transposição e de apoio ao Frei Cappio e muito menos as grandes manifestações de apoio e solidariedade oriundas de todas as partes do país. A mídia atrelada aos interesses dos donos do poder econômico e de seus governos faz um papel repugnante e inaceitável contra a democracia, cerceando a população do acesso a informações.

No dia 7 de dezembro a Ex-Senadora da Republica e Presidente Nacional do P-SOL Heloísa Helena, esteve presente juntamente com vários militantes e dirigentes do P-SOL levando o apoio incondicional do Partido à luta contra a transposição do Rio São Francisco. Heloísa Helena sentou ao lado do Frei e emocionou a todos ali que se encontravam presentes. No dia 11 de dezembro, terça feira também estiveram presentes o Dep. Fed do P-SOL Ivan Valente e também a Deputada Federal do P-SOL Luciana Genro que acompanhada de dirigentes do P-SOL Bahia e dirigentes do P-SOL Pernambuco, levaram o apoio e se juntaram ao Frei Luiz Cappio na luta contra a transposição do Velho Chico. Estiveram também presentes com o frei Cappio militantes do P-SOL das cidades de Juazeiro, Curaçá, Jacobina, Barreiras e Tucano que levaram o apoio e solidariedade dos militantes do P-SOL dessas cidades a luta do frei.

A transposição do Rio São Francisco é mais uma das centenas obras Faraônicas já realizadas no Brasil que o Governo Lula (PT) quer empurrar goela abaixo do povo, que no final das contas pagará o preço das obras e os donos das empreiteiras, construtoras irão sair com os bolsos cheios de dinheiro.

A quem interessa a transposição nos moldes ditados pelo governo? Interessa aos donos da indústria da seca, aos senhores do capital financeiro, aos produtores de Cana, de Soja, de Camarão, de fruticultura irrigada, enfim a transposição só vai favorecer a quem tem dinheiro, a quem não precisa da água para beber, para alimentar a terra, e o povo nordestino mais uma vez será condenado a pagar essa conta cara e perversa imposta pelo ex-companheiro Lula e agora Excelentíssimo Senhor Presidente Luis Inácio Lula da Silva; Um traidor do povo pobre trabalhador!

A tal transposição é uma farsa técnica, uma farsa política para privilegiar empreiteiras, construtoras e latifúndios de exportação. Essa transposição é econômica, é neoliberal, pois ela não faz nada pelos pobres, e faz tudo pelas elites, pelos donos do poder econômico, não é democrática, porque não democratiza o acesso à água para as pessoas que passam sede na região semi-árida, distante ou perto do rio São Francisco, essa transposição tem muito pouco haver com a seca e muito haver com o hidro-negócio, e por isso nós do P-SOL somos contra e temos o dever moral de estar ao lado do Frei Cappio, ao lado de todos que estão aderindo a essa luta, pois a luta não é apenas do Frei, a luta é de todos nós que lutamos contra a exploração do povo, contra a expropriação das nossas fontes de recursos naturais, contra a exploração do homem sobre o homem.

A transposição do Rio São Francisco é um crime ambiental de proporções gigantescas, pois os estudos de impactos são incompletos, o processo de licenciamento foi descaradamente manipulado, diversas áreas quilombolas, áreas indígenas serão afetadas caso a transposição seja vitoriosa e o congresso nacional nem sequer foi consultado, assim como prevê a carta magna.

Por longe, por muito longe irão passar as águas da transposição; 70% das águas da transposição serão destinadas para irrigação, aonde os senhores donos do capital irão encher as panças de dinheiro com as plantações de cana, soja, frutas etc., 26% das águas serão destinadas ao uso industrial e apenas 4% para a população difusa. Esses dados o governo federal não mostra e o seu “Cacique do Paraguai” Geddel não passam a população e o seu “cacique do Paraguai” com a sua atitude arrogante que lhe é peculiar sai dando adjetivos e declarando inimigos da democracia todos aqueles que se opõem as suas idéias faraônicas e econômicas e de interesses privados seus...

O maior impacto sobre o Rio como já disse frei Cappio, não é a porção de água dele a tirar, é a perpetuação do modelo que vê nele apenas “recursos hídricos, num acumulo de usos econômicos seguidos e irrestritos que o exaure e o extinguirá”, esse é o maior impacto a água irá ter preço de ouro e será motivo de guerra entre irmãos.

O São Francisco está sendo privatizado e por isso devemos ser contra essa transposição ridícula e mentirosa, pois se diz ser para matar a sede do povo nordestino, quando na verdade é para matar a sede da ganância da burguesia que ataca os recursos naturais de nosso país com uma fúria cada vez maior e agora colocando até o exercito na linha de frente a fim de defenderem os seus interesses.

O governo se de fato fosse um governo com interesses em melhorar as condições de vida do povo nordestino, ele teria colocado em marcha alternativas mais baratas, mais viáveis e eficazes e sem impactos ambientais e beneficiaria 32 milhões de pessoas e alcançaria 1356 municípios em 9 estados.

Essas alternativas foram elaboradas pela Agencia Nacional das Águas (ANA) e teria um custo de 3 bilhões de reais, menos da metade do que irá se gastar com a tal transposição. Essas alternativas elaboradas pela (ANA) que tem um custo menor do que o projeto faraônico da transposição, pois beneficiaria o povo e não teria prejuízos ambientais e valorizaria a agricultura familiar e a preservação da natureza, mas o governo do (PT) e seus aliados aloprados preferem segui em curso com o modelo que privilegia o agro-negocio e o hidro-negocio e com prejuízos ambientais e sociais enormes, pois explora o povo e destroem os rios e as florestas, e assim, prevalece à posição de uma imensa minoria que são os donos do capital financeiro sobre a grande maioria que é o povo trabalhador brasileiro que geram as riquezas desse país.

Barrar essa transposição é uma obrigação moral de todos aqueles lutadores sociais, e nós do P-SOL somos contra a transposição do Rio São Francisco, por que ela é neoliberal, é mentirosa, nada tem haver com a seca e sim com o hidro-negocio, é mais uma fonte de lucro e de desvio do dinheiro público para os grandes empresários que financiaram as campanhas de deputados, senadores, governadores e presidente. A transposição é mais uma das muitas obras superfaturadas pelo país e o governo nada faz, pois está atrelado com a corrupção e o cinismo que são cartões de visitas do seu governo.

Nós do P-SOL temos a obrigação moral revolucionário Socialista de motivarmos os nossos militantes e com as nossas bandeiras nos dirigirmos ao Frei e fazendo parte dessa fronteira de luta, pois ainda haverá muitos enfrentamentos por lá. A luta não é apenas do Frei, a luta é de todos nós. O ataque as nossas riquezas naturais promovido pelo governo Lula em conluio com empreiteiras, banco, latifundiários, grandes grupos econômicos é um ataque ao futuro, a soberania do país, a nossa soberania alimentar, um ataque a toda a geração presente e futura e um atestado de subserviência ao imperialismo.

Sobradinho – Bahia.
12 de dezembro de 2007.
Ronaldo Santos

Nota da Executiva Nacional do P-SOL



Executiva Nacional
Sex, 04 de janeiro de 2008
Nota da Executiva Nacional do P-SOL

A entrevista de José Dirceu à revista Piauí é a última expressão do grau de desespero que atinge o ex-todo poderoso porta-voz bajulador do lulismo, hoje abandonado na vala comum dos cúmplices inconvenientes.

Sua manifestação contra a presidente nacional do PSOL, a ex-senadora e professora universitária Heloisa Helena, é típica dos renegados que abandonam as posições de progressistas de esquerda, sobre as quais construíram suas vidas políticas, para se transformarem em lobistas do grande capital, nacional e internacional, junto a parceiros que ainda consegue manter na máquina governamental.

O PSOL não vai responder no mesmo tom desqualificado da citada entrevista. Não vai reativar suspeitas sobre o comportamento do "guerrilheiro" que nunca fez guerrilha, e que se notabilizou por ter sido o único membro de sua organização, entre todos os que retornaram da clandestinidade, a sobreviver à repressão da ditadura que nos assolou durante duas décadas.
Prefere admitir que esteja diante de um caluniador conseqüente, hoje prestador de serviço aos que vivem da exploração do povo brasileiro, ostentando vida de quem recebe polpudas recompensas por tarefas certamente pouco dignas. Ou então, e na melhor das hipóteses, que está diante de um desvairado, em surto psicótico. Que, como tal, merece cuidados terapêuticos urgentes.

Executiva Nacional do Partido Socialismo e Liberdade

Heloisa Helena diz que vai processar José Dirceu
Elizabeth Lopes, da Agência Estado

A ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) afirmou nesta quinta-feira, 3, que vai processar o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, em razão dele ter declarado à revista Piauí - na edição que chegou nesta quinta-feira às bancas - que ela votou contra a cassação de Luiz Estevão "por motivos impublicáveis". Em entrevista à Agência Estado, Heloísa destacou: "Ele (Dirceu) não se comportou como homem nessa entrevista, primeiro porque fez ataques à minha honra como mulher e fez agora que estou sem mandato para que eu não tivesse como responder, mas ele vai ser processado."

Ainda nas críticas, ela ressaltou: "Sei que ele (Dirceu) é um medíocre, ladrão dos cofres públicos que vive passeando pelo Brasil com dinheiro público roubado, enquanto eu estou em sala de aula trabalhando." Ela disse que o dinheiro decorrente do processo que irá mover contra o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado será doado para uma instituição de caridade. "Com certeza vou processá-lo porque é inaceitável (as declarações que ele deu à revista Piauí)".

Segundo a ex-senadora, ela não deveria mais se surpreender com esse tipo de declaração do José Dirceu. E alfinetou: "Como ele não tem nada para me atacar, usa uma canalhice como essa para me ofender como mulher. Ele deveria se comportar como um homem e não como um rato covarde e mentiroso."

Contra a CPMF e por Justiça Tributária


Executiva Nacional
Sex, 18 de janeiro de 2008
Contra a CPMF e por Justiça Tributária

O governo sofreu uma derrota no Senado (em 12 de dezembro de 2007) com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira - CPMF. O PSOL esteve presente nesta luta para derrotar um tributo que instituído pelo governo FHC se mostrou extremamente injusto na medida em que foi repassado ao preço final dos produtos e consequentemente assumido pelo conjunto daqueles que gastam quase toda sua renda em consumo, o povo pobre. Por outro lado, os mais ricos são isentos desta contribuição quando fazem suas aplicações financeiras em Bolsas de Valores.

Criada sob a justificativa de financiar a saúde pública, esta contribuição sempre foi uma farsa técnica e uma fraude política, pois sempre serviu, na realidade, para o ajuste fiscal e para garantir o cumprimento das metas de superávit primário, ou seja, fazer caixa para o pagamento da dívida pública aos grandes banqueiros e especuladores. Como resultado, apesar da CPMF, o gasto com saúde caiu de 2,12% do PIB em 1995 para 1,72% do PIB em 2006. Isto, pois grande parte das demais receitas que vinham sendo destinadas à Saúde foi deslocada.

Por outro lado, nunca o capital financeiro parasitou tanto as finanças públicas. Para 2008, os gastos com a dívida representarão mais de 6 vezes o que seria arrecadado com a CPMF. Uma redução em apenas 3% na taxa de juros já garantiria aos cofres públicos muito mais do que a arrecadação prevista da CPMF. Eis porque com uma quantidade de votos maior do que a matéria da CPMF, o governo conseguiu aprovar a Desvinculação de Receitas da União (DRU). Medida esta que favorece o manuseio orçamentário para atender os interesses dos banqueiros e subtraindo recursos de áreas sociais como a própria saúde e a educação.

Os movimentos sociais ligados à Saúde corretamente têm exigido, há muitos anos, uma fonte definitiva de financiamento para esta importante área social, para que ela não fique à mercê das chantagens dos governos de turno. Neste sentido, a Constituição de 1988 deve ser respeitada. Mas, para o PSOL, tão importante quanto uma fonte de financiamento para a saúde, é uma política econômica que faça a opção pelo social em sua totalidade. Não há como adequar compromisso com o social se a macroeconomia do país é neoliberal e voltada para atender os banqueiros. Por isso a posição do PSOL se diferencia radicalmente da oposição de direita (PSDB e DEM, por exemplo) e consequentemente se posiciona contra a DRU.

A verdadeira alternativa para o país é uma Reforma Tributária que tenha como compromisso corrigir a distorções e injustiças contra os trabalhadores e tributar os mais ricos, que foram privilegiados por sucessivas isenções fiscais pelos governos FHC e Lula. É preciso instituir o imposto sobre grandes fortunas; revogar a isenção de imposto de renda sobre a distribuição de lucros e dividendos (feita por FHC) e sobre os ganhos dos estrangeiros com a dívida interna (feita por Lula). É preciso tornar o Imposto de Renda Pessoa Física um tributo realmente progressivo além de acabar com a Lei Kandir que favorece a exportação para o agronegócios. O PSOL defende que é perfeitamente possível ampliar as receitas (aparelhando o estado para melhor fiscalizar), estancar a sangria aos banqueiros (com forte vontade política de um governo comprometido com o povo) e promover justiça tributária (com participação e mobilização da sociedade).

Ao invés de fazer esta Reforma Tributária tão urgente e crucial, o governo Lula, diante do fim da CPMF, prefere buscar paliativos e remendos; cortar gastos sociais; negar reajustes salariais e contratações de servidores, além de aumentar ainda mais a tributação sobre os trabalhadores e consumidores, por meio do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
O PSOL rechaça qualquer tentativa de aumento dos tributos que recaiam sobre o conjunto dos trabalhadores e setores médios da sociedade. Também rechaça qualquer tentativa de recriação da CPMF e compreende a necessidade de um amplo debate na sociedade e de uma campanha unitária com movimentos sociais combativos, partidos, sindicatos, trabalhadores e juventude em torno destes temas arrolados acima.

Executiva Nacional do PSOL